O melhor guia de observação de animais silvestres e interação segura.

Reino dos Botos cor-de-rosa

Sempre gosto de ir passear em Novo Airão, município do Amazonas, que fica a cerca de 200 km de Manaus. É um lugar cercado de belezas naturais, pois fica bem de frente para a reserva de Anavilhanas, o único arquipélago fluvial com mais de 400 ilhas. Temos amigos muito especiais na cidade, como o Seo Damião e Dona Adelaide, que deixaram o estresse capital em busca de um lugar mais sossegado para viver. Foi lá que, em 2011, pude ver de perto e tocar em um boto cor-de-rosa pela primeira vez. Ver um boto cor-de-rosa selvagem boiar nas águas escuras do Rio Negro, já era por si só uma visão mágica, que tenho tido desde a infância, imagina a expectativa e emoção que foi para mim, nadar e interagir com esses seres de mais de dois metros de comprimento.

A textura da pele desses animais é macia ao toque, parecida a de uma borracha muito macia, provavelmente devido a gordura subcutânea. Pelas fotos pode-se ver a emoção que sentimos por esses animais deixar-nos tocá-los enquanto se distraiam com os peixes que eram-lhes oferecidos.

Interação segura

Hoje o IBAMA está restringindo o acesso aos botos de Novo Airão. Há horários para ver e alimentá-los, e não é mais permitido nadar com eles. Isso é importante para segurança, tanto dos visitantes quanto para os próprios animais.

Boto cor-de-rosa  (Inia geoffrensis)

boto-cor-de-rosa, também conhecido por boto-vermelho, boto-rosa, boto-malhado, boto-branco, boto,costa-quadrada, cabeça-de-balde ou uiara, é uma espécie de golfinho fluvial da família Iniidae. Está distribuída nas bacias dos rios Amazonas Orinoco. Tradicionalmente, a espécie é politípica com três subespécies reconhecidas, entretanto, a população da bacia do alto rio Madeira é reconhecida por muitos autores como uma espécie distinta, e outros pesquisadores consideram as duas subespécies restantes indiferenciadas, fazendo com que a espécie seja monotípica.

É o maior golfinho de água doce, e um dos cetáceos com dimorfismo sexual mais evidente, com os machos medindo e pesando 16% e 55% mais do que as fêmeas. Os adultos apresentam uma coloração rosada, mais proeminente nos machos. Como outros odontocetos, possui um órgão chamado melão utilizado para ecolocalização. A nadadeira dorsal é pequena, mas é muito larga e as suas nadadeiras peitorais são grandes. Esse recurso, juntamente com o seu tamanho médio e a falta de fusão nas vértebras cervicais conferem-lhe uma grande capacidade de manobra para navegar na floresta inundada e capturar suas presas. Tem a dieta mais ampla entre os odontocetos, alimentando-se principalmente de peixes, mas completando com tartarugas e caranguejos. Na época das chuvas se desloca para as áreas alagadas da floresta, onde há uma maior oferta de alimentos.

Fonte: Wikipedia